sexta-feira, 23 fevereiro 2024 - 14:36
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Pró Armas teme fechamento de lojas do ramo no Acre após decreto de Lula

O movimento Pró Armas do Acre, que agrega atiradores esportivos, instrutores de tiros, profissionais da área e detentores de armas em geral, teme que as lojas do ramo no estado comecem a demitir profissionais e até mesmo venham fechar as portas. A causa disso seria o decreto recente do presidente Lula que revoga as mudanças na lei, adotadas no governo Bolsonaro e que facilitaram a compra e o porte de armas por cidadãos de bem.

(Veja aqui o Decreto de Lula)

De acordo com Jonatan Moraes, coordenador do Pró Armas no Acre “o índice de desemprego vai ser gigantesco por conta desse decreto do presidente, isso está atingindo não só clubes de tiros, mas também os lojistas, porque o movimento de venda de arma caiu a zero, não estão vendendo nada, está tudo bloqueado, estão proibidos de vender, o sistema da Polícia Federal saiu do ar, o sistema do Exército saiu do ar, já tem loja pensando em demitir os funcionários”, alerta.

Segundo o Pró Armas, no Acre já existem mais de 10 lojas que vendem armas e munições, mas segundo o coordenador do movimento os impactos negativos se estendem à atuação de muitos profissionais, além dos estabelecimentos que vendem armas e munições.

“Tem os psicólogos, que alguns se especializaram em atender essa área, aplicando os laudos psicológicos àquelas pessoas que tem interesse em comprar uma arma de fogo. Tem também os instrutores de tiro, que vivem disso, e estão parados. Tem os despachantes, que são aquelas pessoas que trabalham com a parte burocrática, então o impacto é gigantesco,” avalia Moares.

 

Números apontam incoerência do novo governo

Os números da Segurança Pública do país mostram que de 2019 até 2022 houve um aumento de 473% no número de autorizações para compra de arma de fogo no Brasil, para cidadãos de bem, mas o índice de criminalidade nesse mesmo período foi reduzido.

“ Está provado que a arma de fogo na mão do cidadão de bem não traz aumento da violência, pelo contrário, reduz a criminalidade. Então estão confundindo tudo e tratando cidadão de bem como bandido”, declara Moraes.

O movimento Pró Armas no Acre considera ainda que o decreto do governo Lula coloca a questão ideológica acima de questões técnicas e legislativas, transparecendo uma “vingança” ao interpretar que todos os cidadãos que possuem arma de fogo são necessariamente bolsonaristas.

“ É fácil dar uma canetada e ir atrás da arma do cidadão de bem, eles tem nossos endereços, nossos telefones, mas em nenhum momento nós vimos o governo se preocupando em apresentar um plano para desarmar os bandidos. Você acha que um bandido vai se submeter a laudo psicológico, laudo de tiro, antecedentes criminais, ai vai fazer curso de tiro? Depois ainda tem que pegar autorização do Exército ou da Polícia Federal, aí eles ainda vão avaliar se pode ou se não pode, jamais isso vai acontecer,” declara.

 

Reação no Senado

A reação ao decreto de Lula tem sido forte em todo o país. Esta semana os senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS) apresentaram projetos de decreto legislativo (PDL) para suspender o ato de Lula, alegando inconstitucionalidade.

(Veja aqui o Decreto Legislativo)

Segundo Jonatan Moraes, do Pró Armas Acre “a lei 10.826 regulamenta essa questão, e todos nós sabemos que um decreto está abaixo da lei, e esse decreto novo legisla, então é totalmente inconstitucional, já estamos tomando as medidas cabíveis, já conversamos com os senadores e deputados aqui do estado, e estamos acompanhando essa medida do senador Marcos do Val” explica.

Ele afirma ainda que “o que esse pessoal não entende é que bandido não pede autorização para comprar armas, e o bandido não quer esse tipo de arma vendida em loja, ele quer armamento pesado, arma grande, ” finaliza Moares.

 

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