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Polícia Civil investiga assassinato de mulher na Cidade do Povo e desaparecimento de criança

A Polícia Civil do Acre realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (25) para esclarecer detalhes sobre o assassinato de Yara Paulino da Silva, morta a pauladas na Cidade do Povo, em Rio Branco. Inicialmente, especulou-se que o crime estaria ligado ao desaparecimento de seu filho, ocorrido há três semanas. No entanto, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descartou essa hipótese após perícia técnica confirmar que restos encontrados no local eram de um animal, e não humanos. Além disso, não há registros oficiais do desaparecimento da criança, que nunca foi registrada em cartório devido a problemas na documentação dos pais.

Testemunhas indicaram que o crime foi cometido por integrantes de uma facção criminosa como forma de “disciplina” contra a vítima, afastando a possibilidade de linchamento popular. A Polícia Civil apura se a morte foi uma execução ordenada ou uma retaliação baseada nos boatos de que Yara teria matado a própria filha. A vítima tentou fugir, mas foi capturada e brutalmente espancada na rua. A polícia segue coletando depoimentos e pede que imagens do crime sejam enviadas anonimamente para auxiliar na investigação.

O delegado Alcino Júnior afirmou que não há indícios de que Yara tivesse pedido medidas protetivas contra o pai da criança e que o caso não se enquadra como feminicídio, pois a motivação não estaria relacionada ao gênero da vítima. O delegado Leonardo Ribeiro informou que alguns suspeitos já foram identificados, mas detalhes não podem ser divulgados para não comprometer a investigação. A Polícia Civil também iniciou um inquérito separado para apurar o desaparecimento da criança, tratando-o como um caso distinto do homicídio.

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