O Acre registrou 21 mortes violentas intencionais em março de 2025, um aumento de 40% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo o Painel de Acompanhamento do Ministério Público do Estado. Apesar do crescimento expressivo em março, os dados do primeiro trimestre apontam uma queda geral de 22,41% nos casos, com 45 mortes de janeiro a março, contra 58 no mesmo período do ano anterior.
Rio Branco continua sendo a cidade com maior incidência, respondendo por mais da metade das ocorrências (53,33%), seguida por Cruzeiro do Sul e outros municípios como Brasiléia, Feijó, Jordão e Sena Madureira. O sábado foi o dia com maior número de homicídios, concentrando mais de um quarto dos casos. As motivações principais incluem conflitos ligados a facções criminosas e tráfico de drogas (35,56%), além de causas ainda não esclarecidas e crimes por motivos banais ou relacionados ao consumo de álcool.
A maioria das vítimas são homens, especialmente na faixa etária de 30 a 34 anos, seguidos por jovens entre 20 e 24 anos e adolescentes. As armas de fogo continuam sendo o principal meio utilizado nos crimes, representando 51% dos casos, seguidas por armas brancas e outros métodos. Esses dados revelam a persistência da violência letal no estado, ainda que com sinais de retração no acumulado do ano.