A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social, lançou nesta quarta-feira, 30, a cartilha Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em Região de Fronteira. A ação se deu durante a Expoacre, maior feira agropecuária e de negócios do estado.
A publicação foi amplamente distribuída aos visitantes do estande da Sejusp na feira. Os servidores da pasta dialogaram com o público, esclarecendo o papel da entidade e ressaltando a importância do material como ferramenta de prevenção ao tráfico de pessoas.
O secretário adjunto de Segurança, Evandro Bezerra, reforçou a importância do material, afirmando que a cartilha é mais do que um instrumento informativo, é uma ferramenta de empoderamento social. “Levar esse conteúdo às comunidades, especialmente nas regiões de fronteira, é essencial para que possamos construir uma rede de proteção efetiva, com apoio da sociedade, que é peça-chave no combate ao tráfico de pessoas. Nosso compromisso é garantir segurança, com cidadania e direitos”, destacou.
Fronteira estratégica e vulnerabilidade
O Acre faz fronteira com Peru e Bolívia ao longo de mais de dois mil quilômetros. Essa extensa área é composta por rotas fluviais, áreas de mata densa e vias de difícil acesso, sendo frequentemente utilizada por redes de tráfico de pessoas e contrabando de migrantes.
Desde a intensificação do fluxo migratório, com a chegada de haitianos em 2010, e mais recentemente de venezuelanos, os municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Rio Branco se consolidaram como pontos-chave de entrada, triagem e acolhimento humanitário. Esse cenário complexo exige respostas articuladas entre os governos e apoio de organizações internacionais.
O diretor de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social da Sejusp, Álvaro Mendes, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da prevenção ao tráfico de pessoas, afirmando que trata-se de uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos e, infelizmente, ainda uma realidade presente no estado.