Renan Santos, fundador do MBL e pré-candidato à presidência, gerou forte controvérsia ao declarar que, se eleito, poderia reverter a condição do Acre de estado para território federal. A fala ocorreu durante um podcast, no qual ele também proferiu ofensas diretas à bancada legislativa local, classificando os senadores e deputados federais acrianos como “amadores” e utilizando termos chulos para desqualificá-los.
Esses ataques verbais surgiram como uma retaliação a comentários feitos pelo senador Sérgio Petecão. O argumento central de Santos para criticar a estrutura política do estado baseia-se na comparação demográfica: ele questiona o fato de o Acre, com cerca de meio milhão de habitantes (população similar a um bairro de São Paulo), possuir o mesmo número de senadores e oito deputados federais, considerando essa paridade injusta.
No entanto, a argumentação de Renan ignora o princípio constitucional de que o Senado representa os estados da federação de forma igualitária, independentemente do tamanho da população, ao contrário da Câmara. Além disso, a crítica desconsidera que o Acre já possui a menor bancada possível na Câmara dos Deputados, justamente por ter o número de cadeiras ajustado ao seu contingente populacional, respeitando o mínimo legal.


