A Polícia Civil do Acre finalizou a etapa preliminar das investigações sobre o assassinato do advogado e colunista social Moisés Alencastro, ocorrido no final de dezembro. Os dois suspeitos detidos, de 22 e 23 anos, foram formalmente indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e furto qualificado. A celeridade na entrega do relatório deve-se à necessidade de cumprir os prazos processuais para suspeitos que já se encontram detidos.
Um ponto central da apuração diz respeito à motivação do crime. Enquanto o Ministério Público (MPAC) divulgou nota sugerindo que o homicídio foi impulsionado por ódio e homofobia, a autoridade policial adotou cautela, afirmando que os elementos atuais não comprovam essa ligação de forma direta. O delegado Alcino Júnior ponderou que, embora a homofobia possa existir no contexto do caso, ela não se configurou, a princípio, como o motivador central nos autos atuais.
O caso segue agora para um estágio mais aprofundado de investigação técnica. Nos próximos 30 dias, a polícia se dedicará à quebra de sigilo e análise de dados dos telefones e objetos confiscados, buscando esclarecer detalhes que a fase inicial não alcançou. As autoridades destacam que novas evidências podem alterar os rumos do processo e alinhar ou refutar as hipóteses levantadas tanto pela polícia quanto pelo Ministério Público.


