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Presidente de Cuba sobre tarifas de Trump: “Pretexto mentiroso”

Montagem mostra o presidente de Cuba à esquerda e o dos EUA à direita
1 de 1 Montagem mostra o presidente de Cuba à esquerda e o dos EUA à direita – Foto: Horacio Villalobos/Getty Images – Kevin Dietsch/Getty Images
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu nesta sexta-feira (30/1) ao movimento dos Estados Unidos para impor tarifas a países que negociem petróleo com a ilha caribenha.
“Sob um pretexto infundado e mentiroso […] Trump pretende sufocar a economia cubana”, declarou o presidente cubano.

Nessa quinta-feira (29/1), Trump assinou uma ordem executiva declarando estado de emergência nacional, que autoriza a imposição de tarifas a qualquer país que negocie petróleo com Cuba. A medida vale tanto para o petróleo bruto quanto para derivados.

Miguel Díaz disse que a nova medida expõe “a natureza fascista, criminosa e genocida” do governo norte-americano, e aproveitou para questionar narrativas de que os bloqueios econômicos dos EUA contra Cuba seriam um “embargo comercial bilateral”.

“O Secretário de Estado [Marco Rubio] e seus comparsas não alegaram que o bloqueio não existia?”, questionou Díaz.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez classificou a medida como um “ato brutal de agressão”. Rodríguez ressaltou que o bloqueio econômico norte-americano a Cuba “já dura mais de 65 anos”.

Já a Casa Branca justificou a medida contra Cuba como uma retaliação ao regime e “seu apoio a atores hostis, ao terrorismo e à instabilidade regional que põe em risco o povo americano”.

Reação da China

Um dos principais rivais geopolíticos dos Estados Unidos, a China manifestou-se sobre a decisão. Por meio do Ministério das Relações Exteriores, o país asiático expressou “firme oposição a medidas e práticas desumanas que possam privar o povo cubano de seus direitos à subsistência e ao desenvolvimento”.

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