A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Sena Madureira, indiciou três pessoas — incluindo dois empresários — pelo crime de divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento. A investigação revelou que a vítima enviou vídeos particulares a um dos suspeitos que, de forma ilegal, compartilhou o material com terceiros. O caso tomou proporções maiores quando uma das envolvidas, agindo por vingança, disseminou os arquivos em grupos de WhatsApp e para o círculo familiar da vítima, violando gravemente sua privacidade.
Para chegar aos culpados, a polícia utilizou perícia técnica e rastreamento de vestígios digitais, confirmando que as imagens eram autênticas e não haviam sido manipuladas. O trabalho investigativo conseguiu ligar diretamente os indiciados à propagação do material, comprovando a autoria do crime tipificado no Artigo 218-C do Código Penal. Com a conclusão do inquérito e a reunião de provas robustas, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para que os responsáveis respondam criminalmente pelas suas ações.
A delegada Rivânia Franklin alertou que o compartilhamento de cenas de sexo ou pornografia sem autorização gera danos profundos e permanentes às vítimas. O desfecho desta investigação serve como um lembrete rigoroso de que o anonimato digital é uma ilusão e que a Justiça está atenta aos crimes cibernéticos. Agora, o processo segue para a fase de persecução penal, onde os autores podem enfrentar sanções severas previstas em lei pela exposição indevida alheia.


