O Acre foi apontado como o estado com o pior desempenho educacional do Brasil, ocupando a 27ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento, que avalia critérios como qualidade do ensino e eficiência da gestão, coloca o estado não apenas na lanterna do país, mas também como o último colocado entre as sete unidades da Região Norte, ficando atrás de vizinhos como Tocantins e Rondônia.
A situação gerou fortes críticas na Assembleia Legislativa por parte do deputado Emerson Jarude, que questionou o contraste entre o baixo desempenho e o alto volume de investimentos. Com uma previsão orçamentária de aproximadamente R$ 3 bilhões para 2026, o parlamentar argumenta que o problema não reside na escassez de recursos, mas sim na má gestão e na ineficiência da aplicação das políticas públicas, que não têm se traduzido em melhorias reais para os estudantes.
Como exemplo de que a eficiência pode superar as grandes cifras, Jarude citou o sucesso do projeto “Partiu Enem”, um cursinho preparatório de baixo custo financiado por emenda parlamentar. Enquanto a máquina estatal falha em subir no ranking, a iniciativa privada com foco em resultados conseguiu aprovar dezenas de alunos na universidade pública com um investimento per capita reduzido, reforçando a tese de que o sucesso educacional depende de uma gestão estratégica e não apenas de orçamentos bilionários.


