O Acre apresenta um aumento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme aponta o boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado na última quinta-feira (5). O estado acompanha uma tendência de crescimento observada em grande parte da Região Norte, consolidando-se em um cenário de incidência elevada da doença. O monitoramento sinaliza que a região atravessa um período de atenção epidemiológica crítica, justamente no momento em que o fluxo de pessoas tende a aumentar consideravelmente.
O avanço das internações é impulsionado por diferentes agentes virais que atingem faixas etárias específicas: enquanto a Influenza A tem sido o principal fator de gravidade entre adultos e idosos, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) continua sendo a maior ameaça para a saúde de crianças pequenas. Além do Acre, estados vizinhos como Amazonas, Roraima e Rondônia também registram pressão nos sistemas de saúde devido à circulação simultânea desses vírus.
Com a proximidade das festas de Carnaval, as autoridades sanitárias reforçam a necessidade de protocolos preventivos para conter a transmissão em massa. A recomendação oficial inclui o uso de máscaras em locais fechados ou com multidões, além do incentivo à ventilação natural dos ambientes. O objetivo é evitar que as celebrações resultem em um novo pico de hospitalizações e sobrecarga nos hospitais acreanos.


