O Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri condenou Rogério Furtado dos Santos, o “Solução”, a uma pena de 52 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Jair de Figueiredo Castelo Filho. O crime ocorreu em janeiro de 2020, quando a vítima foi executada a tiros dentro de sua própria casa, no Conjunto Jacarandá, na presença da mãe. Enquanto Rogério recebeu a sentença máxima, o outro réu no processo, Vagner de Aguiar Moraes, foi absolvido pelos jurados devido à insuficiência de provas sobre sua participação direta no homicídio.
A investigação da Delegacia de Homicídios (DHPP) revelou que o condenado e seu comparsa haviam fugido do sistema prisional pouco antes do ataque. Na madrugada do crime, os criminosos invadiram a residência em uma motocicleta e, após os disparos fatais, roubaram o celular da vítima em uma tentativa frustrada de apagar rastros e obstruir o trabalho policial. A brutalidade e o planejamento da ação foram pontos determinantes para o rigor da sentença aplicada pelo juiz Fábio Farias.
Com esta nova decisão, a situação penal de Rogério torna-se ainda mais severa, somando um total de 94 anos de prisão. Isso porque ele já havia sido condenado, em outubro do ano passado, a 42 anos pelo assassinato de outro jovem em 2016. O desfecho do julgamento reforça a resposta do Judiciário acreano contra crimes violentos ligados a fugitivos do sistema penitenciário, garantindo que o réu permaneça isolado da sociedade por quase um século.


