Impulsionado por um crescimento de 11,8% no Acre e 10,3% na média nacional, o agronegócio confirmou seu papel de protagonista na economia brasileira em 2025. O setor foi o único a apresentar expansão de dois dígitos, distanciando-se do desempenho modesto da indústria e dos serviços, e garantindo um crescimento de 2,2% no PIB do país. O relatório do Banco do Brasil aponta que os estados com economia atrelada ao campo, como o Acre e os produtores do Centro-Oeste, tendem a apresentar os melhores indicadores financeiros do ano.
Para 2026, no entanto, o cenário é de incerteza técnica devido à disparidade nas projeções de colheita. Há uma divergência significativa entre a Conab, que prevê um aumento de 0,8% na produção de grãos (possível recorde), e o IBGE, que alerta para uma quebra de 3,7% na safra. O centro da discussão está nas estimativas para a soja e o milho: enquanto a Conab aposta na expansão da área cultivada para garantir números positivos, o IBGE projeta quedas influenciadas pela produtividade, além de retrações nas culturas de algodão e arroz.
Além das lavouras, o relatório analisa o comportamento da pecuária e outras culturas permanentes. A produção de carne bovina deve crescer 2,4% ainda em 2025, mas enfrenta previsão de recuo para o ano seguinte, ao passo que a suinocultura e avicultura mantêm tendências de alta apoiadas nas exportações. Já o café deve ter um ano positivo em 2026 devido à bienalidade do grão arábica, contrastando com a cana-de-açúcar, que apresenta projeções tímidas de estabilidade ou leve queda.


