Um levantamento comparativo entre os primeiros nove meses de 2024 e 2025 aponta um recuo nos casos de ameaça contra a mulher no Acre, caindo de mais de 2 mil para 1.280 registros. Contudo, essa redução estatística não alterou a “cara” da violência no estado: as principais vítimas continuam sendo mulheres em idade economicamente ativa, especialmente nas faixas de 18 a 29 e 30 a 39 anos, sendo a maioria de cor parda.
Outro ponto de destaque é a capilarização das ocorrências. Embora Rio Branco tenha apresentado uma queda expressiva (de 998 para 544 casos), a capital perdeu centralidade no volume total de denúncias, com o interior assumindo um protagonismo proporcional maior em 2025. Municípios como Cruzeiro do Sul e Sena Madureira continuam com índices relevantes, demonstrando que a violência doméstica e familiar é um problema disseminado por todo o território acreano.
Os dados sugerem que a queda nos números de 2025 foi linear e constante, sem os picos mensais observados no ano anterior. Embora o relatório estatístico confirme a tendência de baixa, ele ressalta que os fatores que motivaram essa diminuição — sejam eles subnotificação ou efetividade de políticas públicas — não são detalhados apenas pelos números brutos apresentados.


