sábado, 20 julho 2024

Cruzeiro do Sul registra 12 casos de violência doméstica no último fim de semana

O comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar do município, tenente-coronel Edivan Rogério, conversou com a Rede Amazônica sobre os casos. De acordo com ele, em dois destes foram efetuados os flagrantes e os suspeitos encaminhados à delegacia da cidade.

De uma forma geral, os casos ocorreram em perímetro urbano, mas foram registrados também na zona rural, sendo que há dificuldade para o atendimento da PM.

“Nós tivemos um caso que nós não tivemos acesso a nenhum ramal, não conseguimos acesso pra nossa equipe ir até o local, mas nós ficamos sabendo que a vítima foi socorrida por familiares e os parentes da própria vítima também contiveram o agressor”, afirma ele.

Feminicídios

No último domingo (9), Maria das Graças de Araújo Pontes, de 57 anos, e o neto dela, Enzo Gabriel Araújo, de 6 anos, foram assassinados, no Projeto Envira, zona rural de Feijó, interior do Acre. O suspeito dos crimes, Deleon Gomes Carnaúba, de 37 anos, foi baleado e morto pela Polícia Militar (PM-AC) dentro de uma canoa no Rio Envira.

Mais uma mulher foi assassinada a golpes de faca no Acre no domingo. Já em Rio Branco, parentes de Ketilly Soares de Souza, de 33 anos, encontraram ela sem vida no chão da sala na Rua Raimundo Saldanha, no Polo Benfica, região do bairro Vila Acre, Segundo Distrito da capital. A suspeita é de que o autor do crime tenha sido o próprio companheiro, Simey Menezes Costa.

CANAIS DE AJUDA PARA CASOS DE VIOLÊNCIA

A PM disponibiliza os seguintes números para que a mulher peça ajuda:

  • (68) 99609-3901
  • (68) 99611-3224
  • (68) 99610-4372
  • (68) 99614-2935

Veja outras formas de denunciar casos de violência contra a mulher:

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras)

*Colaborou o videorrepórter Mazinho Rogério, da Rede Amazônica Acre.

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