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Cultura pesa menos na inflação, mas serviços digitais dominam o orçamento das famílias

O custo para consumir cultura no Brasil cresceu abaixo da inflação oficial nos últimos anos, segundo o Índice de Preços da Cultura (IPCult). Entre 2020 e 2024, enquanto o IPCA subiu 5,9%, os itens culturais aumentaram, em média, 3,1%. Essa desaceleração fez com que a participação da cultura no índice geral de inflação caísse, demonstrando que outros setores, como alimentação, pressionaram mais a renda familiar do que o lazer e a informação.

Dentro da cesta de consumo cultural, houve uma disparidade clara entre os produtos: itens tradicionais como jornais e revistas tiveram forte alta (10,4%), enquanto a tecnologia (internet e telefonia) teve a menor variação de preços (1,8%). Apesar de não terem subido tanto de preço, os serviços de conectividade ainda são os “vilões” do orçamento, abocanhando a maior fatia (56,9%) dos gastos culturais das famílias brasileiras.

Nesse contexto econômico, Rio Branco aparece em uma posição privilegiada. A capital do Acre registrou uma variação média de apenas 2,3% no período, figurando entre as cidades onde o custo da cultura menos oscilou. O dado reforça a tendência de que, embora o acesso aos meios digitais continue sendo a prioridade de consumo, o impacto inflacionário sobre esses serviços foi controlado, beneficiando o consumidor local em comparação a outras metrópoles.

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