O governador Gladson Cameli participou, nesta terça-feira (3), daquela que classificou como sua última abertura de ano legislativo à frente do Executivo acreano, expressando um forte sentimento de dever cumprido. Em seu discurso na Assembleia Legislativa (Aleac), Cameli fez um balanço dos sete anos de gestão, destacando o recorde histórico na contratação de servidores públicos e o andamento de obras estruturantes que devem ser entregues até o fim de seu mandato. O governador enfatizou que sua presença constante na Casa marca um rompimento com modelos anteriores, simbolizando o respeito e a harmonia entre os Poderes.
Ao projetar o futuro da administração estadual, Gladson demonstrou total confiança em sua vice, Mailza Assunção, afirmando que ela dará continuidade a todos os projetos em curso após sua renúncia para disputar as eleições. Ele ressaltou que a união institucional é a chave para aproximar o Estado de Direito da população e diminuir as desigualdades sociais. “Aquilo que eu consegui fazer, eu fiz; o que não deu para terminar é porque o tempo não permitiu”, pontuou o gestor, reforçando que encerra seu ciclo consciente da missão executada desde 2019.
No campo das articulações políticas, o governador manteve as portas abertas para alianças, reafirmando o desejo de manter o MDB em sua base de apoio, ao mesmo tempo em que sinalizou o interesse na aproximação com o PL. Questionado sobre o cenário eleitoral municipal, Cameli não descartou uma composição com o prefeito Tião Bocalom em um eventual segundo turno. Sobre a relação com lideranças do MDB, Gladson foi pragmático, afirmando que, até o momento, nada mudou na parceria partidária, deixando a decisão sobre a continuidade da aliança nas mãos da legenda.


