Uma força-tarefa composta pelo governo estadual, federações empresariais e órgãos federais apresentou, em Rio Branco, o plano de integração internacional do Acre para 2026. A agenda prioriza a abertura de novos fluxos de negócios com países vizinhos e a ampliação da presença acreana em feiras internacionais. O esforço conjunto visa sustentar o crescimento verificado nos últimos seis anos, período em que o estado ultrapassou a marca histórica de R$ 2,1 bilhões em mercadorias enviadas ao exterior, impulsionado fortemente pelo agronegócio.
A nova etapa do planejamento foca na solução de problemas logísticos e na qualificação técnica. Instituições como Sebrae, Acisa e Anac trabalharão na preparação de empresários locais para processos de importação e exportação, enquanto o governo articula junto ao Ministério da Agricultura (Mapa) e à Receita Federal a simplificação de procedimentos na fronteira. Segundo representantes da Apex Brasil, o potencial do Acre em bioeconomia é um dos grandes ativos a serem explorados nas rodadas de negócios previstas para este semestre.
Lideranças do setor, como os presidentes da Fieac e do Fórum Empresarial, enfatizaram que o alinhamento institucional logo no início de fevereiro é decisivo para que o empresariado tenha clareza de dados e segurança para investir. A expectativa é que, com a infraestrutura fortalecida e o suporte técnico adequado, o estado não apenas exporte commodities como soja e carne, mas também produtos industrializados com maior valor agregado, garantindo uma economia mais sólida e diversificada para toda a região.


