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Morre Osmar Girardi, o farmacêutico que virou símbolo de solidariedade no Universitário

A cidade de Rio Branco amanheceu em luto nesta sexta-feira, 06, com o falecimento de Osmar Girardi, proprietário da histórica Drogaria do Universitário. Internado há três semanas no Hospital Santa Juliana, o pioneiro de 71 anos não resistiu a complicações de uma infecção generalizada (sepse) que surgiu durante o tratamento de uma ferida agravada pelo diabetes. Sua partida gerou uma onda de comoção entre familiares e moradores da capital acreana, que o viam como uma figura central da comunidade.

Natural de Palotina, no Paraná, Osmar chegou ao Acre em 1983 para uma estadia curta de seis meses, mas acabou se apaixonando pela região. Desafiando os preconceitos da época sobre o isolamento do estado, ele se estabeleceu e fundou sua farmácia em 1988, tornando-se um dos três primeiros moradores do Conjunto Universitário. Ao longo de décadas, transformou seu comércio em um ponto de referência, ajudando a consolidar a ocupação urbana do bairro onde construiu sua vida.

Para os moradores da Quarta Regional, Osmar era muito mais que um comerciante; era descrito por clientes antigos como um “médico da família”. Conhecido pelo atendimento humanizado, ele priorizava o bem-estar dos pacientes e frequentemente auxiliava aqueles que não tinham condições financeiras de arcar com os custos totais dos medicamentos. Sua postura ética e o valor que dava à “palavra empenhada” criaram um vínculo de confiança inabalável com a vizinhança, que preferia seus conselhos à busca por hospitais.

Em depoimento emocionado, seu filho, Lucas Vinícius Girardi, detalhou os últimos momentos do pai, relatando que, mesmo debilitado, Osmar demonstrava seu amor pela profissão ao pedir para retornar à farmácia. A família garantiu que a Drogaria do Universitário continuará funcionando como forma de honrar a história do patriarca. Lucas afirmou que o estabelecimento é um patrimônio histórico da família e que o objetivo é transferir esse legado de cuidado e solidariedade para as futuras gerações.

O velório está sendo realizado na Igreja São Judas Tadeu, no próprio Conjunto Universitário, reunindo amigos e clientes que prestam as últimas homenagens ao homem que dedicou quase 40 anos à saúde pública comunitária no Acre. O falecimento de Osmar deixa uma lacuna profunda na história local, mas seu exemplo de persistência e caridade permanece vivo na memória daqueles que ele ajudou a curar e acolher

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