segunda-feira, 15 abril 2024 - 13:10
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MPAC realiza oficina para pessoas com TEA no Alto Acre

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência e do Grupo de Trabalho na Defesa dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (GT-TEA), em parceria com o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Criança e do Adolescente, deu início na manhã desta segunda-feira (30) à 1ª Oficina Regional do Alto Acre para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, em Brasileia.

O encontro, que segue até amanhã na Igreja Paz Church, faz parte do projeto “TEA – Eles não estão sós”. O evento busca proporcionar uma plataforma de conhecimento e conscientização sobre o autismo, abordando aspectos relevantes para a inclusão das pessoas com TEA na sociedade, especialmente no contexto educacional e de saúde.

A oficina conta com palestras abrangendo tópicos como políticas de inclusão educacional, atendimento especializado por profissionais da educação, rede de cuidados à pessoa com deficiência e o autismo na visão de uma mãe. São parceiros da iniciativa o Governo do Acre, Prefeituras de Brasileia e Epitaciolândia, além da Igreja Paz Church.

A coordenadora do GT-TEA, Gilcely Evangelista, falou sobre as ações promovidas pelo MPAC em defesa dos direitos das pessoas autistas e destacou o objetivo do projeto.

“Esta oficina é uma sequência do nosso projeto ‘TEA – Eles não estão sós’, que teve início no Alto Acre e busca promover um levantamento e conscientização sobre o assunto. Nosso objetivo com a oficina é promover uma capacitação para que possamos entender melhor o autismo, que não se vê pela cara e sim pelo coração”, afirmou.

Os promotores de Justiça Juleandro Martins e Thiago Marques destacaram o evento como uma oportunidade para contribuir com uma sociedade mais inclusiva.

“A escola é o primeiro contato social que muitas crianças têm e possui um papel fundamental no desenvolvimento dos alunos. É importante que todos os profissionais da educação, desde a direção até a merendeira, tenham conhecimento sobre as características e necessidades dos alunos autistas. Quanto mais informação, menos erros cometeremos”, apontou Juleandro Martins.

“Aqui no Acre, temos uma legislação estadual acerca do tema, o que demonstra um avanço do nosso estado sobre o autismo. As palestras ministradas nesse evento são uma oportunidade de aprender mais sobre o tema e contribuir para a inclusão de pessoas com autismo na sociedade”, afirmou ainda o promotor Thiago Marques.

Programação 

No primeiro dia, duas palestras foram apresentadas: “Políticas de inclusão educacional para estudantes com autismo no Acre”, ministrada pela professora mestre Hadhianne Peres de Lima e pela psicopedagoga clínica e institucional Adelmicia Grana; e “Profissionais da educação no atendimento especializado: cargos e atribuições”, apresentada pela analista ministerial do MPAC, Luziane de Souza Santos.

Amanhã, mais duas palestras completam a programação: “Rede de Cuidados à pessoa com deficiência com ênfase no fluxo de assistência à saúde voltado ao Espectro do Autismo”, com a coordenadora estadual da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência da Sesacre, Soron Angélica Steiner; e “Autismo no Olhar de uma mãe”, uma experiência pessoal compartilhada por Thaíssa Ribeiro Alves, coordenadora da equipe do projeto TEA do MPAC.

O encontro conta a participação de representantes do Estado e Municípios, da Associação Mundo Singular do Alto Acre, da Rede de Educação de Brasileia e Epitaciolândia, entre outros.

Fotos: Clóvis Pereira

Agência MPAC

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