Um levantamento detalhado sobre as ações policiais no Acre entre 2022 e 2025 traçou o perfil das 52 mortes registradas no período. Os dados mostram que os finais de semana são os momentos mais críticos, com os sábados liderando o ranking de ocorrências. O perfil demográfico das vítimas é predominante: homens pardos representam a vasta maioria dos casos, e apenas uma pequena parcela envolve outras etnias ou o sexo feminino.
No aspecto operacional, o uso de arma de fogo foi registrado em mais de 96% das situações, sendo raro o uso de armas brancas. A maioria das intervenções ocorreu enquanto os policiais estavam efetivamente em serviço, com uma minoria de casos (9 ocorrências) envolvendo agentes de folga. A distribuição espacial mostra que, embora a capital tenha números absolutos altos, o interior do estado responde por mais da metade dos registros totais.
Apesar da gravidade do tema, o cenário geral é de desescalada. O painel aponta que as mortes caíram de 19 em 2022 para 8 em 2025. Contudo, especialistas alertam que essa redução deve ser analisada com cautela, investigando se ela reflete uma política de segurança pública mais eficiente, alterações nas guarnições ou apenas oscilações sazonais da criminalidade e dos confrontos.


