
Nessa quinta-feira (29/1), Trump assinou uma ordem executiva declarando estado de emergência nacional, que autoriza a imposição de tarifas a qualquer país que negocie petróleo com Cuba. A medida vale tanto para o petróleo bruto quanto para derivados.
Miguel Díaz disse que a nova medida expõe “a natureza fascista, criminosa e genocida” do governo norte-americano, e aproveitou para questionar narrativas de que os bloqueios econômicos dos EUA contra Cuba seriam um “embargo comercial bilateral”.
“O Secretário de Estado [Marco Rubio] e seus comparsas não alegaram que o bloqueio não existia?”, questionou Díaz.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez classificou a medida como um “ato brutal de agressão”. Rodríguez ressaltou que o bloqueio econômico norte-americano a Cuba “já dura mais de 65 anos”.
Já a Casa Branca justificou a medida contra Cuba como uma retaliação ao regime e “seu apoio a atores hostis, ao terrorismo e à instabilidade regional que põe em risco o povo americano”.
Reação da China
Um dos principais rivais geopolíticos dos Estados Unidos, a China manifestou-se sobre a decisão. Por meio do Ministério das Relações Exteriores, o país asiático expressou “firme oposição a medidas e práticas desumanas que possam privar o povo cubano de seus direitos à subsistência e ao desenvolvimento”.


