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Produção e exportação de veículos caem forte em janeiro, diz Anfavea

A produção e as exportações de veículos recuaram em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6/2) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo a entidade, o resultado do primeiro mês de 2026 foi influenciado por quedas nos embarques para a Argentina e pela alta base de comparação da produção no ano passado.

Produção

O levantamento da Anfavea mostra que foram produzidos 159,6 mil veículos em janeiro no país – incluindo automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus. Em relação ao mesmo período do ano passado, o tombo foi de 12%.

“A produção teve um número menor, mas janeiro de 2025 foi atípico na média de produção de autoveículos”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em entrevista coletiva. “Essa é uma queda que também se deveu ao fato de que nossas associadas têm dado férias coletivas, Algumas voltaram apenas na terceira semana de janeiro”, explicou.

Exportações

Segundo a Anfavea, foram exportadas 25,9 mil unidades em janeiro de 2026, o que representou uma redução de 18,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O principal destino das exportações de veículos brasileiros em janeiro foi a Argentina, com 15,6 mil unidades – o que correspondeu a uma queda expressiva de 27,1% na comparação anual.

Em seguida, aparecem México (2,2 mil) e Colômbia (2,1 mil), com altas de 152,9% e 50,5%, respectivamente. Uruguai e Chile completam o top 5.

Vendas

O balanço da associação de fabricantes também mostrou que 170,5 mil veículos foram licenciados em janeiro, um resultado praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (leve queda de 0,4%).

Elétricos

Ainda de acordo com o levantamento da Anfavea, os veículos eletrificados responderam por 16,8% dos emplacamentos de janeiro no Brasil. Dentro do grupo dos eletrificados, 35% foram veículos híbridos produzidos no país.

“É um resultado fruto dos investimentos que todas nossas associadas têm feito no país”, afirmou Calvet, vislumbrando uma “trajetória de crescimento ao longo de 2026”.

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