domingo, 14 julho 2024

Saúde não descarta ampliação de unidades de UTI no Acre:

O secretário Pedro Pascoal ressaltou que, em caso de necessidade, existe parceria com estados vizinhos, como Amazonas e Rondônia, para transferência de pacientes. Não há fila de espera por vagas de UTI, segundo ele, e também não descartou a ampliação de unidades.

“Hoje, sem nenhum paciente na fila de espera. Nesse momento, nós temos a possibilidade de abertura de leitos, nós temos uma programação de entrega de 10 leitos na UTI da Fundação Hospitalar até o final do mês, com 10 leitos de UTI adultos, e nós estamos vendo a possibilidade de ampliação de mais 20 leitos, já de imediato, de enfermaria no Hospital da Criança. Então, 10 leitos de UTI adultos, mais 20 leitos de UTI pediátricas, e também estamos traçando algum tipo de parceria entre o serviço público e o serviço privado. Então, nós estamos vendo a viabilidade de contratualização de alguns leitos no setor privado”, acrescentou.

O gestor afirmou que parte dos casos se deve a pacientes com infecções generalizadas e traumas como acidentes de trânsito e domésticos. Ele reconheceu que há ainda um aumento nas confirmações de SRAGs atípico para esse período do ano e comentou que houve quatro pacientes que saíram da UTI na noite de segunda (8), sendo encaminhados para a enfermaria.

“Hoje nós temos quatro vagas na unidade semi intensiva no Hospital da Criança. Nós não temos 100% de ocupação desses leitos e na UTI adulto, e nós temos também quatro vagas. Então, nós temos uma situação confortável. De 10 leitos de UTI, nós temos nove leitos ocupados, nós temos 90% de ocupação. O que eu falo para a população é que não precisa entrar em uma situação de pânico por conta dessas informações, onde nós temos alta taxa de ocupação de leitos de UTI. O observatório, se puxarmos a série histórica, é uma realidade que nós já trabalhamos. Nós temos essa ocupação de leitos de UTI, é uma situação dinâmica, o que é hoje, amanhã pode não ser, daqui 12 horas pode não ser. E é o que vêm mostrando os dados”, afirmou

Os dados mencionados pelo secretário, porém, divergem do que consta no painel de monitoramento da Sesacre. Dos 75 leitos disponíveis, 74 estão ocupados até a manhã desta terça-feira (9) conforme a plataforma, o que dá uma taxa de ocupação de 98%.

Conforme a plataforma, das quatro unidades com leitos de UTI adultos da rede pública, três estão com lotação máxima. Apenas o Pronto Socorro (PS) da capital acreana tinha uma unidade disponível até a última atualização do painel. No Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, os 10 leitos estão ocupados. Conforme Pascoal, o Juruá tem uma UTI disponível.

Ampliação de leitos

O secretário também enfatizou o fato do aumento de SRAGs ser, geralmente, concentrado nos meses entre março e junho. Pascoal considerou que a grave cheia de rios que ocorreu entre fevereiro e março deste ano possa ser um fator que provoca esta situação atípica.

O gestor ressaltou a necessidade de que o público busque a imunização contra síndromes gripais, que está com cobertura baixa. De acordo com o secretário, 70 mil doses precisaram ser incineradas devido à falta de procura.

“Nesse momento, nós ainda não esgotamos a nossa capacidade e a Força Nacional do SUS, ela entra em um cenário quando há o esgotamento da capacidade, salvo na situação indígena que é de competência do DSEI, que é competência federal. Mas, eles estão à nossa disposição. E eu quero deixar um pedido. A melhor maneira para prevenção dos quadros graves da gripe é levar o seu filho para vacinação. Então, aqui eu faço mais um apelo. Levem seus filhos para vacinar e nós garantimos a reposição do nosso estoque. Das vacinas da influenza, nós temos já a vacina disponível para a população, passamos por aquele período de ausência, mas nós não podemos repetir o cenário que nós tivemos há uns três meses atrás, que nós tivemos que incinerar mais de 70 mil doses de vacina pela não adesão, pela não procura da população ao posto de saúde para vacinar seu filho. Então, fica aqui o meu apelo, que a melhor maneira para combater a síndrome respiratória é com a vacinação”, finalizou.

*Colaborou o vídeorrepórter Mazinho Rogério, da Rede Amazônica Acre.

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