A ciência forense permitiu que a Polícia Civil do Acre conectasse vestígios biológicos de cenas de crimes a indivíduos já cadastrados no sistema prisional. De acordo com informações divulgadas pela assessoria da instituição, dois novos casos foram solucionados recentemente por meio da análise de DNA. Essa tecnologia permite “reabrir” casos antigos e reduzir a impunidade, atribuindo crimes graves a suspeitos que, até então, não haviam sido ligados a essas ocorrências específicas.
O trabalho é realizado pelo Núcleo de Genética Forense, que coleta material de detentos tanto em presídios quanto em laboratórios oficiais. Por meio de uma parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), esses perfis são inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Esse fluxo de dados foi decisivo para os resultados atuais, revelando que os autores de um roubo e de um abuso sexual eram criminosos já conhecidos pela justiça, mas cujas digitais genéticas ainda não haviam sido confrontadas com as provas desses casos.
O sucesso das operações recentes é visto pelas autoridades policiais como uma prova da eficácia do investimento em inteligência e perícia técnica. O uso do DNA não apenas agiliza a persecução penal, mas também oferece provas técnicas irrefutáveis para o Judiciário. O governo do estado planeja avançar com a estrutura própria de armazenamento genético para tornar o combate ao crime mais autônomo e frequente, assegurando a responsabilização efetiva de infratores em todo o território acreano.


