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Silêncio da prefeitura sobre escolas degradadas motiva investigação do MPF no interior do Acre

A falta de respostas da gestão municipal de Santa Rosa do Purus levou o Ministério Público Federal a oficializar investigações sobre o abandono de escolas do povo Huni Kuin. Mesmo após serem questionadas em novembro de 2025 sobre a falta de merenda escolar e a precariedade dos prédios, as autoridades locais não prestaram contas, o que resultou na abertura de inquéritos civis para assegurar os direitos básicos dessas comunidades.

As unidades educacionais investigadas, localizadas na Terra Indígena Alto Rio Purus, enfrentam graves déficits estruturais. As escolas das aldeias Nova Aliança e Nova Mudança, construídas há mais de 20 anos, sofrem com a escassez de reformas significativas, falta de mobiliário e corpo docente reduzido. A prefeitura alega que as soluções dependem de processos licitatórios ainda em andamento.

Com a instauração dos inquéritos, o procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos busca aprofundar a apuração sobre a negligência estatal. O objetivo é monitorar e cobrar ações concretas referentes à reforma dos prédios e ao fornecimento de materiais e alimentação, garantindo que o ensino indígena não continue sendo prejudicado pela morosidade administrativa.

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