sábado, 25 maio 2024 - 15:38
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Acre teve 2º maior índice de feminicídios do país em 2023, aponta relatório

De acordo com o relatório, foram 10 feminicídios no estado. Com o índice, o Acre apresentou crescimento na comparação com 2022, quando teve 2,2 mulheres mortas por 100 mil, conforme o mesmo levantamento. Relembre abaixo alguns desses casos.

A nível nacional, foram 1.463 casos de mulheres vítimas de feminicídio no ano passado – ou seja, cerca de 1 caso a cada 6 horas. Esse é o maior número registrado desde que a lei contra feminicídio foi criada, em 2015. O número também é 1,6% maior que o de 2022.

As menores taxas de feminicídio foram registradas nos estados do Ceará (0,9 por 100 mil), São Paulo (1,0 por 100 mil) e Amapá (1,1 por 100 mil).

Porém, a pesquisa destaca que no Ceará é preciso fazer uma ressalva. “Desde a tipificação da lei [em 2015], a Polícia Civil do Ceará tem reconhecido um número muito baixo de feminicídios quando comparado com o total de homicídios de mulheres ocorridos no estado, o que nos leva a crer que estamos diante de uma expressiva subnotificação”, apontou o Fórum.

Veja em números de casos registrados por estado:

Casos

O segundo semestre também registrou casos que se juntam a essa lamentável estatística. O g1 também acompanhou estes casos.

Julho

No dia 21 daquele mês, a adolescente Lauane do Nascimento Melo, de 16 anos, foi morta com um tiro no olho e ficou com o rosto desfigurado. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para análise. O homem, identificado como Mateus Lima de Souza, de 24 anos, namorado da vítima, fugiu de motocicleta pela região da Estrada Transacreana.

O suspeito alegou tiro acidental. Porém, a família afirma que já tinha presenciado Lauane ser ameaçada de morte pelo companheiro anteriormente. O acusado foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) em dezembro de 2023 pelo crime de homicídio qualificado por feminicídio, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e violência doméstica. Ele está preso no Complexo Prisional de Rio Branco.

Antônio Eri Campos Veloso foi conduzido para a delegacia do município. Conforme o delegado Gustavo Neves, a vítima chegou a ser ameaçada pelo suspeito antes de ser morta. Testemunhas relataram que o casal foi visto em um bar na noite do crime e Francisca deixou o local logo após o marido.

Na manhã do domingo, a Polícia Militar foi até o estabelecimento e o suspeito informou aos policiais que foi ele quem encontrou o corpo de Francisca por volta de 4h da manhã de domingo, e que a cobriu com um lençol. As testemunhas informaram ainda que o homem voltou ao local por volta das 8h30 e pediu ajuda, pois teriam matado sua esposa.

Por volta de 7h, ele foi visto alimentando os animais da casa, comportamento que as testemunhas estranharam, pois ele não parecia abalado com a morte da esposa. Ele também foi visto andando com um facão na cintura pela região horas antes do crime.

Ao ouvi-lo, a PM percebeu que o homem possuía respingos de sangue na camisa e, por isso, decidiu levá-lo para a delegacia. A polícia também foi até a casa dele, onde encontrou uma foice com cabo de madeira sujo de sangue.

Agosto

Rosangela Inacio Gonçalves, de 44 anos, foi encontrada morta em um matagal no bairro Nova Esperança, em Brasiléia no dia 13 de agosto do ano passado. De acordo com o delegado Erick Maciel, a vítima foi encontrada sem roupas e com um ferimento no rosto. Ainda segundo informações do delegado, Rosangela era dependente química.

A prefeitura de Brasiléia publicou uma nota de pesar, na qual informa que Rosangela trabalhou como margarida, e era mãe de 4 filhos. “Sua memória jamais será esquecida entre seus entes queridos”, diz parte da nota.

Outubro

Após denúncia à polícia, Maria de Jesus Rocha França, de 51 anos, foi encontrada morta e enterrada em uma cova rasa, nessa quinta-feira (19), no Ramal do Jacaré, zona rural da cidade de Senador Guiomard, interior do Acre. O suspeito do crime, Judney de Andrade Alves, de 34 anos, foi preso em flagrante e confessou o crime.

O corpo estava em uma cova rasa, no final da ribanceira e com algumas folhas camuflando o local. Os bombeiros foram acionados para fazer a remoção do cadáver. A informação é que a mulher estava sem roupas e a perícia deve constatar se ela também sofreu abuso sexual.

Segundo o delegado da cidade, Rômulo Carvalho, o homem relatou que a vítima teria furtado galinhas na propriedade onde ela morava e trabalhava como caseiro. No entanto, segundo o delegado, essa motivação ainda está sob investigação.

Saiba como denunciar casos de violência doméstica:

A PM disponibiliza os seguintes números para que a mulher peça ajuda:

  • (68) 99609-3901
  • (68) 99611-3224
  • (68) 99610-4372
  • (68) 99614-2935

Veja outras formas de denunciar casos de violência contra a mulher:

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) (https://atendelibras.mdh.gov.br/acesso)

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