terça-feira, 18 junho 2024 - 6:13
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Governo do Acre contrata operação de crédito para programa de infraestrutura urbana de Rio Branco

O governador Gladson Cameli assinou nesta terça-feira, 14, uma operação de crédito externo entre o Estado do Acre e o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) destinado à execução do Programa de Infraestrutura e Saneamento do Estado do Acre (Proisa), com obras em Rio Branco.

A operação totaliza o valor de US$ 48,75 milhões, sendo US$ 39 milhões provenientes do Fonplata (80%) e US$ 9,75mihões de contrapartida do Estado (20%).

O Fonplata é um banco de desenvolvimento formado pela Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, cuja principal missão é apoiar a integração dos países-membros para consolidar um desenvolvimento harmônico e inclusivo, mediante operações de crédito e recursos não reembolsáveis do setor público.

Segundo a secretária adjunta de Planejamento, Kelly Lacerda, “o financiamento do Fonplata é imprescindível para a execução de obras estruturantes do Acre, proporcionando os recursos necessários para estimular o desenvolvimento regional. Ao financiar infraestruturas essenciais da capital como a Ponte do Quinze, o Arco Metropolitano e o Calçadão da Raimundo Escócio, o governo do Estado contribui consideravelmente para a melhoria da mobilidade urbana e qualidade de vida da população, criando também oportunidades econômicas, ao gerar emprego e renda e fomentar o comércio local”.

O Proisa tem como objetivos reduzir o tempo de deslocamento de pessoas e cargas entre o bairro Quinze e a região da Baixada, melhorar a mobilidade urbana, reduzir os riscos de desabamento das edificações nas margens do Rio Acre e promover o desenvolvimento integrado da região sob intervenção.

O programa tem previsão de cinco anos de execução (2024 a 2028) e englobará três grandes obras.

Construção da ponte entre o bairro Quinze e a região da Baixada

A construção da nova ponte sobre o Rio Acre tem como objetivo aliviar o trânsito de veículos e pedestres entre os dois distritos da capital, bem como aprimorar a mobilidade urbana, aumentar a segurança pública, otimizar o atendimento de ocorrências policiais e de saúde e viabilizar o transporte eficiente de passageiros e cargas. Essa iniciativa também visa reduzir o tempo de deslocamento dos cidadãos rio-branquenses, assegurando uma notável melhoria na qualidade de vida de toda a comunidade.

Governo assinou a maior operação de crédito relacionada à infraestrutura da atual gestão, visando melhorar a mobilidade urbana da capital acreana. Foto: Odair Leal/Secom

Urbanização com contenção das margens do Rio Acre: Orla de Rio Branco

A intervenção, por meio de um projeto de urbanização e contenção da encosta do Rio Acre, na área popularmente conhecida como Calçadão da Rua Epaminondas Jácome, surge como solução para a problemática que afeta negativamente a atividade comercial de uma região central importante da capital, ao mesmo tempo em que fragiliza a segurança das pessoas.

A obra será no trecho compreendido entre a Rua Marechal Deodoro e a Rua Sergipe, no centro da cidade, na região adjacente ao Mercado Municipal Elias Mansour, com total aproximado de 25.000 m² de área construída, restaurada ou revitalizada.

Projeção gráfica da futura Orla do Quinze. Ilustração: Marcos Haluen/Seop

Implantação do Arco Metropolitano de Rio Branco

A primeira etapa da obra do Arco Metropolitano de Rio Branco busca aliviar o intenso tráfego da capital e envolve a construção de uma ponte sobre o Rio Acre e a execução de serviços de pavimentação, com terraplanagem, drenagem, passeio público, sinalização viária e iluminação. Essa primeira etapa prevê uma obra com extensão total de 21,3 km, com 12,3 km no trecho da estrada do Quixadá e 9 km na estrada AC-40, incluindo uma ponte de 250m de extensão e 15,60m de largura, como está descrito no mapa.

Arco Metropolitano vai melhorar a mobilidade urbana da capital acreana. Imagem: divulgação

As intervenções serão executadas pelas Secretarias de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), Obras Públicas (Seop) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (Deracre), sob a coordenação da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), com o apoio de uma unidade de gerenciamento do programa (UGP), que executará também o monitoramento e avaliação do programa.

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