domingo, 14 abril 2024 - 6:57
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Seplan divulga pesquisa sobre custos dos produtos da ceia natalina

Na véspera do Natal, sete dos principais produtos da categoria alimentação da ceia natalina em Rio Branco apresentaram diminuição em seus preços médios, em relação ao mesmo período de 2022. A maior redução foi no item óleo de soja, com queda de -29,1%, e o maior aumento ocorreu no item arroz (51,7%).

Dados foram levantados em supermercados e redes atacadistas, distribuídos nos principais bairros de Rio Branco. Foto: Assessoria Seplan

Foi o que constatou a pesquisa de preços dos 45 principais produtos utilizados na ceia de Natal na capital acreana, realizada entre os dias 7 e 12 de dezembro, pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), por meio da Divisão de Estudos e Pesquisas (Divep).

Os dados foram levantados nos oito maiores supermercados e redes atacadistas, distribuídos nos principais bairros de Rio Branco. Os 45 produtos selecionados são os mais consumidos no período do Natal, divididos em seis categorias: alimentação (16 itens); carnes (9 itens); frios (3 itens); frutas (9 itens); frutas em calda (4 itens) e bebidas (4 itens).

A pesquisa incluiu um número maior de produtos das cestas ou kits natalinos vendidos já montados, possibilitando que o consumidor também conheça os preços de produtos que não compõem essas cestas ou kits.

Na categoria alimentação, o produto com maior preço médio foi o azeite extravirgem (R$24,93), enquanto o creme de leite (R$ 3,92) apresentou o menor. A azeitona verde (com caroço) apresentou a maior variação entre o menor e maior preço (219,2%) e o óleo de soja apresentou a menor (9,20%).

Quanto às carnes, o maior preço médio foi observado do bacalhau (R$ 169,32); o frango, por sua vez, apresentou o menor preço (R$ 11,38). A maior variação de preços ocorreu no item lombo (172,68%), enquanto a menor variação (6,71%) foi no bacalhau.

Comparado a dezembro de 2022, o fiesta (ave) foi o único tipo de carne cujo preço aumentou (8,82%), já os preços médios dos demais produtos sofreram diminuição, sendo o mais expressivo do item bacalhau, com a maior variação negativa entre os pesquisados (-18,65%).

Nos frios, o maior preço médio foi observado no item queijo (R$ 39,79) e o menor no salame (R$ 14,08). Porém, o salame foi o item que apresentou a maior variação de preços (114,40%) e o presunto a menor (86,26%).

Além disso, comparado com dezembro de 2022, o queijo e o salame foram os únicos produtos com variação negativa em seus preços médios, ocorrendo no queijo a variação mais expressiva (-17,03%). O presunto foi o único item que exibiu variação positiva (8,17%).

Entre as frutas pesquisadas, a uva passa foi o item com maior preço médio (R$ 26,70), enquanto a laranja apresentou o menor (R$ 5,44). A maior variação de preços ocorreu com a pera (45,50%), ao passo que as frutas cristalizadas não tiveram variação.

Com relação aos preços médios, a maioria das frutas sofreram aumento de preço, de um ano para outro, sendo o mais expressivo o da laranja (13,99%). O melão (-16,34%) e a uva passa (-1,35%) foram as únicas frutas que apresentaram variação negativa.

Entre as frutas em calda, o figo se destacou com o maior preço médio (R$ 18,70), enquanto a ameixa apresentou o menor (R$ 10,03). A maior variação de preços da categoria ocorreu com o abacaxi (69,43%) e a menor com o pêssego (43,92%). Houve aumento de preços médios em todos os produtos da categoria, sendo o mais expressivo no pêssego (21,50%).

Entre as bebidas, o vinho tinto suave exibiu o maior preço médio (R$ 21,87), mais elevado até que o vinho tinto seco (R$ 20,82); já o refrigerante apresentou o menor (R$ 6,63). A maior variação ocorreu no item refrigerante (104,32%) e a menor na sidra (55,82%). Em comparação com dezembro 2022, houve variação de preço em todas as bebidas pesquisadas, sendo o mais expressivo no vinho tinto (8,95%) e o menor na sidra (1,98%).

Com a divulgação anual da pesquisa, o governo do Acre leva ao consumidor informações sobre os valores e variações dos preços médios dos produtos na véspera da ceia natalina, permitindo que a população fique alerta principalmente quanto à compra dos alimentos que apresentaram uma variação expressiva de preços.

O relatório completo da pesquisa pode ser acessado aqui.

Por Arlene Pessoa, com colaboração de Marky Brito

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